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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

FILMES 18, 19 E 20


O PODEROSO CHEFÃO 

      Don Vito Corleone (Marlon Brando) é o chefe de uma "família" de Nova York que está feliz, pois Connie (Talia Shire), sua filha, se casou com Carlo (Gianni Russo). Porém, durante a festa, Bonasera (Salvatore Corsitto) é visto no escritório de Don Corleone pedindo "justiça", vingança na verdade contra membros de uma quadrilha, que espancaram barbaramente sua filha por ela ter se recusado a fazer sexo para preservar a honra. Vito discute, mas os argumentos de Bonasera o sensibilizam e ele promete que os homens, que maltrataram a filha de Bonasera não serão mortos, pois ela também não foi, mas serão severamente castigados. Vito porém deixa claro que ele pode chamar Bonasera algum dia para devolver o "favor". Do lado de fora, no meio da festa, está o terceiro filho de Vito, Michael (Al Pacino), um capitão da marinha muito decorado que há pouco voltou da 2ª Guerra Mundial. Universitário educado, sensível e perceptivo, ele quase não é notado pela maioria dos presentes, com exceção de uma namorada da faculdade, Kay Adams (Diane Keaton), que não tem descendência italiana mas que ele ama. Em contrapartida há alguém que é bem notado, Johnny Fontane (Al Martino), um cantor de baladas românticas que provoca gritos entre as jovens que beiram a histeria. Don Corleone já o tinha ajudado, quando Johnny ainda estava em começo de carreira e estava preso por um contrato com o líder de uma grande banda, mas a carreira de Johnny deslanchou e ele queria fazer uma carreira solo. Por ser seu padrinho Vito foi procurar o líder da banda e ofereceu 10 mil dólares para deixar Johnny sair, mas teve o pedido recusado. Assim, no dia seguinte Vito voltou acompanhado por Luca Brasi (Lenny Montana), um capanga, e após uma hora ele assinou a liberação por apenas mil dólares, mas havia um detalhe: nas "negociações" Luca colocou uma arma na cabeça do líder da banda. Agora, no meio da alegria da festa, Johnny quer falar algo sério com Vito, pois precisa conseguir o principal papel em um filme para levantar sua carreira, mas o chefe do estúdio, Jack Woltz (John Marley), nem pensa em contratá-lo. Nervoso, Johnny começa a chorar e Vito, irritado, o esbofeteia, mas promete que ele conseguirá o almejado papel. Enquanto a festa continua acontecendo, Don Corleone comunica a Tom Hagen (Robert Duvall), seu filho adotivo que atua como conselheiro, que Carlo terá um emprego mas nada muito importante, e que os "negócios" não devem ser discutidos na sua frente. Os verdadeiros problemas começam para Vito quando Sollozzo (Al Lettieri), um gângster que tem apoio de uma família rival, encabeçada por Phillip Tattaglia (Victor Rendina) e seu filho Bruno (Tony Giorgio). Sollozzo, em uma reunião com Vito, Sonny e outros, conta para a família que ele pretende estabelecer um grande esquema de vendas de narcóticos em Nova York, mas exige permissão e proteção política de Vito para agir. Don Corleone odeia esta idéia, pois está satisfeito em operar com jogo, mulheres e proteção, mas isto será apenas a ponta do iceberg de uma mortal luta entre as "famílias".

Por quê assistir? 
Coppola passeia a câmera entre reuniões familiares (almoços, jantares, casamento, batizado...) e jogos de interesse (poder)  pelo cotidiano de uma típica família mafiosa (siciliana, considerada a máfia mais violenta) e suas ramificações. Existe aqui uma simbiose perfeita entre Don Corleone e Marlon Brando, um não existe sem o outro, e ambos se completam. A interpretação de Brando, é de deixar qualquer cinéfilo de olhos vidrados, pois chega a ser hipnótica. Teve duas continuações, mas sem o talento de Marlon Brando, são inferiores (apesar da presença de Al Pacino). São quase três horas de pura arte, tendo como trilha sonora a música inesquecível de Nino Rota. (Marco Antonio, professor, Guaíra-PR). 

Direção: Francis Ford Coppola.
Duração: 171 minutos.
Ano: 1972.
Gênero:  Drama. 


O PODEROSO CHEFÃO - PARTE II 

      Início do século XX. Após a máfia local matar sua família, o jovem Vito (Robert De Niro) foge da sua cidade na Sicília e vai para a América. Já adulto em Little Italy, Vito luta para ganhar a vida (legal ou ilegalmente) para manter sua esposa e filhos. Ele mata Black Hand Fanucci (Gastone Moschin), que exigia dos comerciantes uma parte dos seus ganhos. Com a morte de Fanucci o poderio de Vito cresce muito, mas sua família (passado e presente) é o que mais importa para ele. Um legado de família que vai até os enormes negócios que nos anos 50' são controlados pelo caçula, Michael Corleone (Al Pacino). Agora baseado em Lago Tahoe, Michael planeja fazer por qualquer meio necessário incursões em Las Vegas e Havana instalando negócios ligados ao lazer, mas descobre que aliados como Hyman Roth (Lee Strasberg) estão tentando matá-lo. Crescentemente paranóico, Michael também descobre que sua ambição acabou com seu casamento com Kay (Diane Keaton) e até mesmo seu irmão Fredo (John Cazale) o traiu. Escapando de uma acusação federal, Michael concentra sua atenção para lidar com os seus inimigos. 

Por quê assistir? 
Sem Don Vito Corleone (interpretado no primeiro, por Marlon Brando) , a história se concentra em Michael Corleone. A sequência inicial  é idêntica ao primeiro filme, só que desta vez, mais verborrágica. Curioso ver Robert de Niro, como Don Vito Corleone más jovem. Os conluios e acertos continuam sendo em reuniões familiares e festas religiosas. (Marco Antonio, professor, Guaíra-PR).

Direção: Francis Ford Coppola.
Duração: 200 minutos.
Ano: 1974.
Gênero:  Drama.


O PODEROSO CHEFÃO - PARTE III 

      Nova York, 1979. A Ordem de San Sebastian, um dos maiores títulos dados pela Igreja, é dada para Michael Corleone (Al Pacino), após fazer uma doação à Igreja de US$ 100 milhões, em nome da fundação Vito Corleone, da qual Mary (Sophia Coppola), sua filha, é presidenta honorária. Michael está velho, doente e divorciado, mas faz atos de redenção para tornar aceitável o nome da família Corleone. Na comemoração pelo título recebido, após 8 anos de afastamento, Michael recebe "Vinnie" Mancini (Andy Garcia), seu sobrinho, que a pedido de Connie (Talia Shire) é apresentado a Michael manifestando vontade de trabalhar com o tio. Nesta tentativa de diálogo a conversa toma um rumo hostil, pois participava também da reunião Joey Zasa (Joe Mantegna), que agora mantém o domínio de uma área outrora mantida por Don Vito Corleone, o pai de Michael. Vinnie é chefiado por Zasa, mas fala que não quer continuar, principalmente pela traição de Zasa de não reconhecer o poder de Michael. Vinnie é quase morto pelos capangas de Zasa e uma guerra pelo poder tem início. Um arcebispo da Igreja solicita a Michael US$ 600 milhões, pois resolveria o déficit da Igreja, oferecendo em troca que Michael ganhe o controle majoritário da Immobiliare, antiga e respeitável empresa européia de propriedade da Igreja. Michael concorda, mas isto deixa vários membros do clero contrariados, que não o aceitam por sua vida duvidosa.  

Por quê assistir?

É o desfecho da saga da família Corleone. Considero o mais fraco de todos, apesar do roteiro ter sido feito por Mario Puzo (roteirista das partes I e II). Tem gosto de filme comercial, apenas para “seguir” o sucesso dos anteriores. Sofia Coppola está neste filme apenas por ser filha do diretor, pois ela parece estar num  longo comercial de margarina (e daquelas sem sal). (Marco Antonio, professor, Guaíra-PR).

Direção: Francis Ford Coppola.
Duração: 172 minutos.
Ano: 1.990.
Gênero:  Drama.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

LIVRO 20


NEON AZUL

      Um homem que não dorme nunca. Um advogado com um cramulhão na garrafa. Um assassino que atravessa espelhos. Um escritor que não consegue prender sua personagem no papel. Esses são alguns dos frequentadores de Neon Azul, um bar diferente para cada cliente. Escolha o seu lugar, faça o seu pedido. Depois do primeiro drinque, você jamais será o mesmo.
      Neon Azul é uma boate onde habitam os seus mais sombrios desejos e tentações. É um lugar diferente, repleto de acontecimentos estranhos, mas que poderia estar na esquina da sua casa ou no caminho entre o trabalho e o metrô. Enquanto acompanha a história do bar e de funcionários e clientes peculiares, descubra que realizar seus desejos pode ter efeitos colaterais imprevisíveis.
      Homens de negócio, prostitutas, artistas e boêmios imersos em uma solidão que só quem passeia pela noite já experimentou, um sentimento comum aos que vivem cercados de gente, com um sorriso no rosto e um copo na mão.
      Nesse jogo de luzes e sombras que revelam a fantasia e encobrem a realidade, está nas mãos do leitor a decisão de acreditar ou não no que lê e decidir quem conta as verdades e as mentiras ao longo da história.
       Assim como o insone gerente do bar, o leitor terá muito o que lembrar quando deitar na cama e fechar os olhos por própria conta e risco.

Por quê ler? 
O romance fix up por definição lançado em 2010 utiliza como ponto central um local chamado Neon Azul, que dependendo do capítulo e da visão da personagem que o protagoniza, pode ser chamado de inferninho, boate, restaurante, etc. O texto é construído com uma inteligência e maturidade incomum para um jovem autor, eis que cada capítulo foca em um personagem que quase sempre é coadjuvante de um conto anterior ou posterior.
A arte do livro é um destaque à parte, com capa e ilustrações internas belíssimas, recheando uma obra instigante e de grande impacto. Qualquer descrição da trama prejudicará a leitura de quem se interessar por Neon Azul, que por ser claramente uma fantasia urbana (e, comemorem, tipicamente brasileira) consegue comungar elementos dos contos viscerais de Rubem Fonseca e do extraordinário mundo de Edgar Allan Poe.
a construção do ambiente é toda feita pelo escritor, que partiu de um dos inferninhos localizados nas ruas de ligação do centro financeiro do Rio de Janeiro para criar uma gama de personagens e histórias jamais vistos. O texto igualmente possui linguagem universal e mostra as relações obscuras entre personagens que precisam conviver com suas próprias solidões. Mais que isso, o livro é a confirmação da evolução de um autor que parece saber exatamente o que leitor de hoje deseja ler. Essa obra específica parece ter o condão de pedra fundamental de uma sociedade extraordinariamente comandada por Eric Novello, que merece ser trazido cada vez mais à superfície. Tanto que, ao final, lamentamos suas menos de duzentas páginas, pois quando a porta do Neon Azul se abre, a imaginação e a qualidade da escrita de Eric Novello parecem ser inesgotáveis.  (Jorge Cruz Junior, advogado, Rio de Janeiro-RJ).

Autor: Eric Novello.
Número de Páginas: 168.
Editora: Draco.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

FILME 17


O HOMEM BICENTENÁRIO 

      Este filme de ficção-científica é baseado em uma história do consagrado escritor Isaac Asimov. A obra original fala sobre os medos e angústias da existência humana e foi adaptada para o cinema. Na casa da família Martin vive Andrew (Robin Williams), um robô que faz as tarefas domésticas. A família começa a perceber que Andrew é diferente, com características próprias e personalidade. Cada dia que passa ele apresenta ainda mais traços humanos. Andrew tem sentimentos, dúvidas e conflitos que vão se afirmando com a convivência com as pessoas. Depois de 200 anos Andrew tem a chance de se tornar um ser humano.

Por quê assistir? 
Um filme de mais de uma década, porém futurista: a família Martin compra um robô, que chamam de Andrew, para realizar tarefas domésticas. Porém o robô se adapta à vida da família e fica "quase humano". Assim, quer deixar de ser uma máquina e poder sentir, para melhor convivência com os outros, principalmente com a neta de sua dona origininalmente, Portia, por quem se apaixona, incrivelmente! Para ser considerado ser humano, seria preciso deixar de ser imortal, ou seja, achar um meio de envelhecer. Com a ajuda de um amigo, Andrew desenvolve um sistema para se tornar de vez um "humano" e envelhecer ao lado de Portia. O filme é intenso, engraçado e, certamente, um clássico. Deve ser visto por todos. (Bruna Loureiro Fontana Bolsoni, estudante, Guaíra-PR)

Direção: Chris Columbus.
Duração: 132 minutos.
Ano: 1.999.
Gênero: Drama/ficção científica.   

sábado, 24 de setembro de 2011

LIVRO 19



POR UM SIMPLES PEDAÇO DE CERÂMICA

      Ch'ulp'o é uma aldeia de ceramistas, famosa pelos delicados jarros de cerâmica celadon, e Min é o melhor artesão de Ch'ulp'o. Embora Min tenha a fama de perder a paciência com facilidade, Orelha-de-pau é atraído de forma irresistível a seu local de trabalho. O menino sente fascinação pelo milagre do ofício do ceramista e sonha fazer seu próprio jarro algum dia. Tal sonho o conduz por caminhos inesperados, com perigos e recompensas inimagináveis. Esta história sobre um espírito criativo à procura de realização é ambientada na Coréia durante o século XII, onde o curso do destino da humanidade podia ser determinado por um simples pedaço de cerâmica.

Por quê ler? 
O livro retrata a vida de um órfão, morador de rua, mas que mesmo assim era feliz. A história é um exemplo de vida, te mostra que a vida, apesar de suas dificuldades, vale a pena! (Lorena Maria Ferreira, estudante, Guaíra-PR)

Autora: Linda Sue Park.
Número de Páginas: 176.
Editora: Martins Fontes. 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

FILME 16


CISNE NEGRO

       É um thriller psicológico ambientado no mundo do balé da Cidade de Nova York. Natalie Portman interpreta uma bailarina de destaque que se encontra presa a uma teia de intrigas e competição com uma nova rival interpreta por Mila Kunis. Dirigido por Darren Aronofsky (O Lutador, Fonte da Vida), Cisne Negro faz uma viagem emocionante e às vezes aterrorizante à psique de uma jovem bailarina, cujo papel principal como a Rainha dos Cisnes acaba sendo uma peça fundamental para que ela se torne uma dançarina assustadoramente perfeita.

Por quê assistir? 
Com conflitos psicológicos e físicos, entre uma bailarina que bisca a perfeição o filme é fascinante, e sem contar a atuação da atriz Natalie Portman (vencedora do Oscar de melhor atriz) e os demais atores (Mila Kunis, Winona Ryder, Vincent Cassel...). Fotografia perfeita, e para mim a Nina (Natalie Portman) chega a perfeição na última cena do filme. Para todos que gostam de um bom filme. Assistam! (Linda Lara de Oliveira Neotte, estudante, Guaíra-PR)

Direção: Darren Aronofsky
Duração: 108 minutos.
Ano: 2011.
Gênero: Suspense.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

LIVRO 18


O MORRO DOS VENTOS UIVANTES

      Na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes nasce uma paixão devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. "Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff", diz a apaixonada Cathy. O único romance escrito por Emily Brontë e uma das histórias de amor mais belas de todos os tempos, O morro dos ventos uivantes é um clássico da literatura inglesa e tornou-se o livro favorito de milhares de pessoas.

Por quê ler? 
Um romance nada tradicional, aliado ao suspense e um teor de mistério que envolve dois jovens em um relacionamento bastante conturbado e cheio de cenas emocionantes. Um livro antigo, mas que ainda faz os jovens de hoje se apaixonarem por essa história! Essa história ainda rendeu uma música com o mesmo título original Wuthering heights, gravada originalmente pela Kate Bush e regravada numa excelente interpretação da banda Angra, no cd angles cry. (Naíra Frutos González, psicóloga, Curitiba-PR) 

Autora: Emily Bronte.
Número de páginas: 406.    
Editora: Martin Claret.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

LIVRO 17 - FILME 15


O PEQUENO NICOLAU

            A animação com as ilustrações do mestre francês Jean-Jacques Sempé, um dos mais importantes cartunistas do mundo, na entrada do filme O Pequeno Nicolau já vale a sentada na poltrona do cinema (ou posteriormente no sofá de casa, quando o filme sair em DVD). Mas o longa, para crianças e adultos, traz muito mais diversão: afinal, tudo começou em 1959, quando o escritor René Gosciny (um dos autores de Asterix) e o ilustrador Sempé lançaram a primeira a história com o personagem, um garoto com idade entre 6 e 10 anos (na definição do próprio Gosciny) e que tem um dia a dia comum ao de tantos meninos: brinca, vai à escola, se diverte e se mete em confusões com seus amigos. A história fez tanto sucesso que se tornou uma série de livros com o título Le Petit Nicolas. Cinquenta anos depois, o personagem, que se tornou um ícone na França, ganha a primeira adaptação para os cinemas. 
      Nos livros, Nicolau conta suas peripécias em primeira pessoa: o dia em que perdeu um buquê de flores que daria para a sua mãe, a chegada de um aluno novo (estrangeiro) em sala de aula, a tentativa da turma da escola em fazer um teatro (o que acaba em muita confusão...). No filme, o espectador também acompanha tudo pela narração do menino e o enredo é focado a partir de uma confusão típica de criança que ouve uma conversa entre seus pais e faz suas deduções. Ele, por exemplo, entende que vai ter um irmão e, com base em um depoimento de outro colega “experiente” no assunto, acredita que sua única saída é livrar-se do novo companheiro logo que nasça. A partir disso, o filme apresenta uma série de situações hilárias que, apesar de claramente passarem a ideia de compilação, cumpre o objetivo: diverte. Apesar de não seguir uma história específica dos livros, o filme tem o mesmo “espírito” da obra literária: Nicolau veste o mesmo colete e gravata dos livros e conta com a companhia de seus amigos, como um que é muito comilão e outro aplicadíssimo nas aulas e "queridinho da professora". Os atores, aliás, são um espetáculo à parte: as crianças são expressivas e, como a forte caracterização é uma marca do filme, se tornam engraçadas e desempenham bem seus papéis e diferenças. Mais do que tudo, O Pequeno Nicolau, nos dá uma hora e meia de "o bom de ser criança", com a ingenuidade e a esperteza de um jeito que só criança consegue ter ao mesmo tempo.

Por quê ler e assistir? 
Lançado em 2009 na França, o filme conta a história de um garotinho chamado Nicolau, que tem uma vida tranquila e feliz junto com seus pais e amigos. Ao desconfiar de uma possível gravidez de sua mãe, Nicolau se desespera achando que perderá seu lugar em sua família e será abandonado, conflito que permeia todo o filme causando boas risadas com as divagações inocentes das crianças.
O livro no qual o filme é baseado é indicado para iniciantes no idioma francês por seu linguajar fácil. Tanto o filme como o livro valem a pena. (Paula Pinheiro Sanches, estudante, Curitiba-PR.

FILME: 
Direção: Laurent Tirard. 
Duração: 91 minutos.
Ano: 2009.
Gênero: comédia infantil. 

LIVRO: 
Autores: René Goscinny e Jean-Jacques Sempé.
Número de páginas: 140.
Editora: Martins Editora.  

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

FILME 14


NUM LAGO DOURADO

      Norman Thayer Jr. e sua esposa Ethel viajam para uma antiga casa de campo onde passaram os primeiros anos de casamento. Lá, o casal recebe a visita da filha que não vêem há anos, Chelsea. Ela pede a seus pais para cuidarem do filho dela enquanto ela passa algumas semanas com seu noivo. No início, Norman não se dá tão bem com o garoto, mas aos poucos um forte laço de amizade aumentará entre eles.

Por quê assistir? 
O filme trata de uma drama familiar explorado com uma pitada de humor e uma boa dose de fortes emoções. O cenário é a casa de verão da família de Norman Thayer Jr, à beira de um lago, que guarda boa parte das memórias da família. O personagem principal é interpretado por Henry Fonda. Jane Fonda, filha do ator na vida real, interpreta o papel de sua filha. É o único filme em que os dois atuam juntos. Na casa do lago, a família recorda os verões passados e revive antigos dramas. É um filme sensível e comovente. (Lara Frutos, linguista, São Paulo-SP)

Direção: Mark Rydell.
Duração: 109 minutos.
Ano: 1981. 
Gênero: drama.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

LIVRO 16


O MENINO DO PIJAMA LISTRADO

      Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz ideia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. 'O menino do pijama listrado' é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.

Por quê ler? 
Até que ponto chega a inocência de uma criança, que mesmo vivendo rodeada de crueldades não consegue entender o que está acontecendo em seu país em época de guerra. A amizade de Bruno e Schmuel é sem preconceitos que leva a um final surpreendente e muito emocionante. (Eliane Lúcia Janoski, bibliotecária, Guaíra-PR). 

Autor: John Boyne.
Número de páginas: 192. 
Editora: Companhia das Letras.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

FILME 13


PROFISSÃO DE RISCO

      Em plenos anos 70, o tráfico de drogas cresce e se espalha cada vez mais rumo aos quatro cantos do planeta. Nos Estados Unidos seu elo principal é George Jung (Johnny Depp), que logo se torna o principal importador de cocaína do Cartel de Medelin, comandado por Pablo Escobar. Durante duas décadas, Jung foi um dos principais alvos do combate às drogas pelo Governo americano e foi o principal contato entre o tráfico americano e os principais cartéis colombianos.

Por quê assistir? 
Profissão de Risco, retrata o momento em que a cocaína passou do anonimato ao estrelato nos EUA da década de 70, auge que alongou as noites de muitos de seus adeptos, mas também arruinou naçõesi nteiras. George Jung (Johnny Depp), o primeiro gringo a se envolver com Pablo escobar e os cartéis colombianos de tráfico de drogas. É um homem simples, que em pouco tempo se transforma no mais importante importador mundial de cocaína do cartel de Medellín. (Thiago Ferreira Barbiero, farmacêutico, Guaíra-PR.   

Direção: Ted Damme.
Duração: 124 minutos.
Ano: 2001.
Gênero: drama.


terça-feira, 6 de setembro de 2011

LIVRO 15


MARCADA

          Zoey Redbird, uma garota de 16 anos certa manhã, durante o intervalo de aula, recebe a visita de um Vampiro, um ‘Rastreador’.
       Marcada com o desenho de uma lua crescente azul-safira na testa, Zoey não tem outra opção a não ser se mudar para a Morada da Noite, um internato no centro de Tulsa, conhecida com Escola de Aperfeiçoamento de Vampiros. Lugar onde ela deverá viver e estudar até que sua transformação se complete. Isto se o seu corpo não rejeitar o processo que a tornará uma Vampira madura. Mas como uma descendente Cherokee, Zoey traz a força, o conhecimento e a magia deste antigo povo.
       A Marca completa e de aparência exótica é vista como um bom presságio por sua Mentora, Neferet, a Grande Sacerdotisa da Morada da Noite e pelos seus novos amigos. Stevie Rae, sua companheira de quarto; ‘as gêmeas’ Erin Bates e Shaunee Cole e o intelectual amigo gay Damien Maslin.
       Aulas de Equitação e Esgrima, Teatro, Sociologia Vampírica, Rituais, encontros inesperados com Fantasmas, Traições e Romances preenchem a história das escritoras P.C. Cast e Kristin Cast. Contada do ponto de vista de uma adolescente, ‘Marcada’ traz tramas que se desenrolam e crescem à medida que surgem novos acontecimentos. As autoras inovam ao mostrar os Vampiros como seres que não precisam dormir em caixões, estudam de noite, descendem das antigas guerreiras Amazonas e convivem ‘pacificamente’ com os humanos.

Por quê ler? 
É o primeiro livro da série "House of Night", uma série interessante, cheia de ação, magia e romance. O público alvo são os adolescentes, que irão se identificar com a história, e a linguagem é de fácil entendimento. (Marlon Felipe Belo do Nascimento, estudante, Guaíra-PR).

Autoras: P. C. Cast e Kristin Casta. 
Número de páginas: 328.
Editora: Novo Século. 

sábado, 3 de setembro de 2011

FILME 12


SUBMARINO
       
      Oliver Tate é um adolescente prestes a completar 15 anos que vive em uma pequena cidade costeira no País de Gales. Oliver se considera um cientista social e um espião no mundo adulto, tendo como objetivo descobrir as causas por trás do instável casamento de seus pais e também perder a virgindade antes dos 16 anos. Sua nova namorada, Jordana Bevan, é uma atraente garota piromaníaca que vai ajudar Oliver com um de seus objetivos. "Submarino" ("Submarine" é uma produção britânica de 2011 dirigida por Richard Ayoade baseada no romance homônimo escritor por Joe Dunthorne.

Por quê assistir? 
Vale a pena assistir pelo conjunto da obra: fotografia, trilha sonora impecável (composta por Alex Turner, do Arctic Monkeys) e pelo delicioso humor britânico. A história de Oliver Tate é apaixonante e é impossível não se apaixonar por esse filme... (Maysa Ferreira, estudante, Petrópolis-RJ). 

Direção: Richard Ayoade.
Duração: 97 minutos.
Ano: 2011.
Gênero: Drama. 

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

LIVROS 12, 13 E 14

TRILOGIA MILLENNIUM


OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES 

      Primeiro volume de trilogia cult de mistério que se tornou fenômeno mundial de vendas, Os homens que não amavam as mulheres traz uma dupla irresistível de protagonistas-detetives: o jornalista Mikael Blomkvist e a genial e perturbada hacker Lisbeth Salander. Juntos eles desvelam uma trama verdadeiramente escabrosa envolvendo a elite sueca
       Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas — passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada — o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henrik está convencido de que ela foi assassinada.
       Quase quarenta anos depois o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henrik lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mas as inquirições de Mikael não são bem-vindas pela família Vanger. Muitos querem vê-lo pelas costas. Ou mesmo morto. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados — de preferência, os mais sórdidos —, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até mu
ito depois… até um momento presente, desconfortavelmente presente.


Por quê ler? 
Uma história intrigante e cheia de mistério. Personagens muito bem elaborados e uma narrativa que o envolve e faz com que você queira avançar as páginas sem parar.
Tudo é costurado com uma crítica à Suécia machista, mostrando a violência moral e sexual contra as mulheres (daí o título do livro). Soma-se a isto tudo citações religiosas que apimentam a trama.
A personagem principal, Lisbeth, é uma verdadeira heroína às avessas, que, apesar de ser uma pessoa justa, não deixa de usar tanto meios ilícitos quanto a violência para se defender e buscar a verdade. (André Roberto Raitani, designer gráfico, Curitiba-PR) 

Autor: Stieg Larsson.
Número de páginas: 528.
Editora: Companhia das Letras. 



A MENINA QUE BRINCAVA COM FOGO

      O segundo volume da trilogia Millennium tem como fio condutor a personalidade complexa e os segredos ocultos de Lisbeth Salander, a jovem e destemida hacker que agora é acusada de três assassinatos brutais
      “Não há inocentes. Apenas diferentes graus de responsabilidade”, raciocina Lisbeth Salander, protagonista de A menina que brincava com fogo, de Stieg Larsson. O autor — um jornalista sueco especializado em desmascarar organizações de extrema direita em seu país — morreu sem presenciar o sucesso de sua premiada saga policial, que já vendeu mais de 10 milhões de exemplares no mundo.
       Nada é o que parece ser nas histórias de Larsson. A própria Lisbeth parece uma garota frágil, mas é uma mulher determinada, ardilosa, perita tanto nas artimanhas da ciberpirataria quanto nas táticas do pugilismo, e sabe atacar com precisão quando se vê acuada. Mikael Blomkvist pode parecer apenas um jornalista em busca de um furo, mas no fundo é um investigador obstinado em desenterrar os crimes obscuros da sociedade sueca, sejam os cometidos por repórteres sensacionalistas, sejam os praticados por magistrados corruptos ou ainda aqueles perpetrados por lobos em pele de cordeiro. Um destes, o tutor de Lisbeth, foi morto a tiros. Na mesma noite, contudo, dois cordeiros também foram assassinados: um jornalista e uma criminologista que estavam prestes a denunciar uma rede de tráfico de mulheres. A arma usada nos crimes — um Colt 45 Magnum — não só foi a mesma como nela foram encontradas as impressões digitais de Lisbeth. Procurada por triplo homicídio, a moça desaparece. Mikael sabe que ela está apenas esperando o momento certo para provar que não é culpada e fazer justiça a seu modo. Mas ele também sabe que precisa encontrá-la o mais rápido possível, pois mesmo uma jovem tão talentosa pode deparar-se com inimigos muito mais formidáveis — e que, se a polícia ou os bandidos a acharem primeiro, o resultado pode ser funesto, para ambos os lados.
       A menina que brincava com fogo segue as regras clássicas dos melhores thrillers, aplicando-as a elementos contemporâneos, como as novas tecnologias e os ícones da cultura pop. O resultado é um romance ao mesmo tempo movimentado e sangrento, intrigante e impossível de ser deixado de lado.

Por quê ler? 
Neste livro temos desvendada a história pessoal de Lisbeth e é esclarecido muito do que no primeiro livro fica em suspense. Aqui também Stieg Larsson aproveita para fazer uma crítica à mídia sensacionalista.
Enquanto os mistérios dos assassinatos se desenrolam, e Lisbeth é obrigada a manter-se escondida, os jornais e TVs da Suécia se deleitam em pintar uma imagem de lésbica assassina, sem a preocupação de checar a veracidade das informações. O final é realmente eletrizante! (André Roberto Raitani, designer gráfico, Curitiba-PR)

Autor: Stieg Larsson.
Número de Páginas: 608.
Editora: Companhia das Letras. 


A RAINHA DO CASTELO DE AR 

      Último volume da trilogia Millennium, A rainha do castelo de ar reúne os melhores ingredientes da série: um enredo de tirar o fôlego, personagens que ficam gravados na imaginação do leitor e surpresas que se acumulam a cada página
      Com mais de 15 milhões de exemplares vendidos no mundo, a trilogia Millennium é a mais bem-sucedida série policial dos últimos anos, e já conta com uma versão cinematográfica, prevista para estrear no Brasil ainda este ano. Quer seja tratando da violência contra as mulheres, quer seja enfocando os crimes cometidos por magnatas ou pelo Estado, a saga cumpre sua principal missão: a de envolver o leitor numa história impressionante, cheia de mistérios.
        Neste terceiro e último volume da série, grande parte dos segredos é desvendada, e Lisbeth Salander agora conta com excelentes aliados. O principal é Mikael Blomkvist, jornalista investigativo que já desbaratou esquemas fraudulentos e solucionou crimes escabrosos. No mesmo front estão ainda Annika Giannini, irmã de Mikael, advogada especializada em defender mulheres vítimas de violência, e o inspetor Jan Bublanski, que segue sua própria linha investigativa, na contramão da promotoria.
       A rainha do castelo de ar enfoca de modo original as mazelas da sociedade atual — da ciranda financeira ao tráfico de mulheres —, conquistando um lugar único na literatura policial contemporânea.

Por quê ler? 
Dos livros da trilogia, é o que tem a narrativa um pouco mais lenta, sem entretanto deixar de ser uma história envolvente.
Uma clara crítica aos governos e polícias corruptas que manipulam informações e burlam os direitos humanos. Aqui, Mikael Blomkvist move montanhas para conseguir provar a inocência de Lisbeth. Conduzindo uma investigação paralela, ele consegue transformar um julgamento já perdido num verdadeiro show de argumentação lógica e esperteza. Surpreendente! (André Roberto Raitani, designer gráfico, Curitiba-PR)

Autor: Stieg Larsson.
Número de Páginas: 688.
Editora: Companhia das Letras.