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domingo, 21 de agosto de 2011

LIVRO 10


A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS 

      Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em "A Menina que Roubava Livros", livro há mais de um ano na lista dos mais vendidos do "The New York Times".
      Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido da sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona de casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, "O Manual do Coveiro". Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro de vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes.
      E foram estes livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de rouba-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto a sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar.
      Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal. Mas só quem está ao seu lado sempre e testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia todos irão conhece-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena.


Por quê ler? 
Um livro carregado de emoções intensas onde uma menina, Liesel, buscava formas para encontrar um sentido para sua existência, haja vista, o romance retratar os dois lados da miséria que a guerra representa: o lado alemão e o lado judeu. Mesmo nesta profunda miséria o cidadão alemão, vítima da guerra, ainda tinha uma vantagem sobre os judeus: a esperança da vida, da sobrevivência, fosse à condição que fosse. 
Liesel roubou seu primeiro livro, " O Manual do Coveiro" no enterro de seu irmão, e a seguir, roubaria outros. E foram estes livros que nortearam a vida daquela esquálida menina, quando a Alemanha era transformada pela guerra dando um trabalho dobrado à Ceifadora de Almas.
E como a narradora diz, quando a "morte conta uma história, é melhor você parar para ler". (Sandra E. do Amaral Frutos, professora, Guaíra-PR)  

Autor: Markus Zusak.
Número de páginas: 480.
Editora:Intrínseca.  

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